Em edição dominical, o jornal A Tarde em seu caderno econômico divulgou que existem cem mil imóveis vazios do Programa Minha Casa, Minha Vida, e na Bahia destaca-se nossa Feira de Santana, que foi a cidade que recebeu o maior número de empreendimentos habitacionais.
Conforme especialista do setor, que admite a existência de demanda no mercado, não justifica a informação que deve ser investigada pelas autoridades competentes, aonde pode estar se repetindo, presume-se, a aquisição dos imóveis para pura especulação.
Aproveitando o debate, já foi comentado aqui o equívoco do Programa no que tende à questão localização. O público alvo não pode ser jogado às traças, deslocando-o para os rincões periféricos, dando margem para invasão e favelização, consequência natural do abandono.
Não obstante a incoerência do Programa, há de se louvar a iniciativa de incorporadores com o lançamento do primeiro bairro econômico planejado na cidade, na estrada em direção ao distrito de Maria Quitéria, ex-São José, portanto na periferia, direcionado a famílias com renda mensal a partir de um salário mínimo e meio. Sucesso de vendas, o projeto prevê a criação de espaços destinados a serviços, escolas, unidades de saúde, posto policial, além de toda infraestrutura - ruas asfaltadas, rede de esgoto, energia e água, apresentando assim características de condomínio de luxo.
Como observa o principal executivo do grupo responsável pelo empreendimento, a cidade carece de um Plano Diretor de Desenvolvimento Econômico Sustentável, sinalizando o que acontecerá daqui a 20 anos, ou seja, traçando uma rota para um crescimento ordenado.