sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

EVOLUÇÃO DO MERCADO BRASILEIRO

   É perceptível o progresso no mercado imobiliário brasileiro, e o Governo Lula contribuiu indiscutivelmente para esse avanço.
  Historicamente, nosso habitat apresentava cinco grandes problemas que sempre travavam o desenvolvimento:
- déficit habitacional;
- tentativas do governo em solucionar a questão;
- histórico de favorecimento em relação às classes econômicas mais altas da população;
- favelização;
- mercado imobiliário voltado para a habitação de luxo.
  Entretanto, o governo inverteu o foco de investimento no setor, e a baixa renda representa um grande filão econômico, impulsionado pelo programa "Minha Casa, Minha Vida", que terá prosseguimento com o compromisso da nova presidente Dilma Roussef.
  Pequenas correções deverão ser feitas nesta segunda etapa do programa, além de efetuar uma maior fiscalização para evitar que aproveitadores de plantão, os famigerados seguidores da "Lei do Gérson", tenham êxito em seus golpes.
   Parafraseando Boris Casoy, é chegado o momento do Brasil ser passado a limpo.
  
  
  

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

CAMINHO POSSÍVEL PARA CIDADES MAIS JUSTAS


   Habitação, um problema crônico nas grandes cidades brasileiras desde o início do século XX, revela a sua magnitude nos períodos de chuvas intensas. No cerne da questão: o processo acelerado de crescimento urbano, renda insuficiente para a maioria da população, acesso restrito à terra urbanizada e políticas públicas ineficazes, seletivas e descontínuas. Resultam em cidades altamente desordenadas, segregadas, excludente, deficientes, cada vez mais conflituosas e inviáveis para o alcance do planejamento urbano adequado.
   Metade da população brasileira concentra-se nas grandes cidades (90 milhões nas 35 regiões metropolitanas e metade disso nas dez maiores metrópoles). Aí se situa prioritariamente o déficit habitacional, de cerca de 7,2 milhões de moradias, em contaste, ao índice similar de domicílios vagos, disponíveis. O déficit urbanístico nas ocupações informais é ainda mais grave, chegando-se a situações limites, como Salvador, onde esse índice atinge 60% dos quase três milhões de habitantes, densamente concentrados na capital.
   O que se fez e o que fazer diante desse quadro? Desde a década de 30, com as primeiras políticas habitacionais, a produção era dirigida para o trabalhador assalariado, prevendo-se o retorno dos recursos investidos. As conquistas sociais para o atendimento mais universal só vão se institucionalizar a partir da chamada Constituição Cidadã, de 1988, instituindo o direito social à terra e habitação, regulamentados pelo Estatuto da Cidade (2001), que estabeleceu os instrumentos urbanísticos para enfrentar essa realidade.
   Com a criação do MCidades (2003), finalmente, depois de mais de duas décadas sem investimentos, são alocados recursos subsidiados para a produção de interesse social. Cria-se uma nova sistemática de gestão, respaldada pelo Fundo Nacional de Habitação, e outros recursos como o PAC, programas de autogestão, arrendamento social, definindo-se uma política de adesão federativa e participativa, por meio de conselhos e planos municipais e estaduais. Apesar desses avanços, os resultados ainda são lentos e pouco efetivos na produção social. Nos últimos quatro anos, na Bahia, o governo do Estado construiu 23 mil habitações, para o déficit estimado de 600 mil, mantido esse ritmo, seriam necessários mais de 100 anos. Na urbanização de favelas os resultados são ainda menos promissores, agravando as situações de risco a cada período chuvoso.
   Para o mercado imobiliário formal o impulso ao financiamento, que estava recessivo há mais de 15 anos, trouxe uma expansão mais significativa, no entanto com graves impactos na infraestrutura urbana, insuficiente em Salvador e entorno. Dados da Ademi-BA indicam que foram produzidas cerca de 55 mil unidades. Nos últimos cinco anos, para rendas médias e alta. Já o programa Minha Cada Minha Vida, numa composição mais atrativa para o setor da construção civil, anunciou mais 1 milhão de novas habitações para o Brasil, sendo 40% com subsídios para população com rendas até 3 salários mínimos e o restante para o mercado até 10 salários mínimos.
   Para ampliação dessas ações, de forma planejada, indagamos: falta vontade política? A ação coletiva dos movimentos sociais é frágil? O subsídio é inviável? O mercado já se esgotou para os limites atuais de renda? E o desmatamento urbano? Onde vamos construir tantas novas habitações nas grandes cidades já saturadas?
   O processo de legalizar a cidade e oportunizar novas habitações ambientalmente sustentáveis é complexo, burocratizado e moroso. Exige investimentos vultosos e diversidade de soluções institucionais que ampliem a descentralização para cidades médias e tragam eficácia da rede urbana. A ampliação da renda e a retomada do planejamento urbano-regional são fundamentais para o enfrentamento dessa ampla problemática habitacional.

Artigo escrito pela arquiteta e professora-doutora da Faculdade de Arquitetura da UFBA, publicado no jornal A Tarde em 23/01/2011.


quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

FEIRA - CONSIDERAÇÕES DE RENOMADO ARQUITETO

Em entrevista ao jornal Arqtexto, o arquiteto feirense Raimundo Pires expõe algumas problemáticas da nossa Princesa do Sertão, e também suas respectivas soluções.
Começa atingindo a sua própria classe, onde alguns profissionais sem nenhuma criatividade estão transformando a imponente Av. Getúlio Vargas num conjunto de aquários, com a padronização das lojas em um caixão com três paredes e um vidro na frente.
Outro desrespeito com a arquitetura e com a Lei, é o recuo que não é considerado e a falta de estacionamento nos empreendimentos. Mas, eleva o tom das críticas quando é citado o Plano Diretor da cidade, desatualizado, chegando a afirmar que a não prioridade do planejamento é um crime, e que os últimos gestores incorreram em grave erro ao construirem alguns viadutos, a maioria deles sem nenhuma funcionalidade.
Com relação a mobilidade urbana, ele sugere a criação de vias coletoras - ruas largas e contínuas que permitam a circulação de um bairro a outro sem precisar cortar as quatro grandes avenidas, Maria Quitéria, Getúlio Vargas, João Durval e Presidente Dutra. A implantação de ciclovias é outra alternativa para a melhora do trânsito.
E concluindo, ele vê a necessidade premente de construção do pólo logístico, e a transferência urgentíssima do Terminal Rodoviário e do Centro de Abastecimento.

sábado, 15 de janeiro de 2011

FEIRA DESTACA-SE EM PROGRAMA HABITACIONAL

A cidade de Feira de Santana atinge a marca histórica de 7.338 imóveis do "Programa Minha Casa, Minha Vida I", contemplando assim as famílias de baixa renda, comemorou o prefeito Tarcízio Pimenta em entrevista ao jornal Folha do Estado. 'Recentemente, eu vi dados estatísticos que mostram que nossa cidade está se destacando em duas grandes áreas: prestação de serviços e construção civil. Com isso, pode-se dizer que essa avaliação contempla não apenas o município, mas o Estado. Trazendo mais respostas para o programa, entende-se que se amplia o programa naqueles municípios e naqueles estados que encontram respostas.', observa.

Os novos projetos a serem construídos já foram aprovados, e a previsão é que até o final do ano estejam todos prontos. De acordo com Tarcízio, nos próximos dois anos a meta é atingir 15.000 casas, acabando praticamente com o deficit habitacional na cidade, com a habilitação do município no "Programa Minha Casa, Minha Vida II e III".

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

MERCADO CRESCENTE NO INTERIOR

O escritor e economista Armando Avena em sua coluna no jornal A Tarde de sábado, sinaliza os caminhos para os potenciais investidores imobiliários. Vejam o que ele afirma:

Esse ciclo virtuoso de investimentos tem na construção civil um dos seus principais elos, não só em Salvador, mas especialmente nas cidades do interior. Na verdade, o interior da Bahia é a nova fronteira para o mercado imobiliário baiano. Em 2010, mais de 20% dos imóveis lançados na Bahia localizaram-se em Feira de Santana, e o número de lançamentos começa a crescer em outras cidades, como Vitória da Conquista, Barreiras, Luís Eduardo Magalhães, Ilhéus e Itabuna.
Naturalmente, o programa Minha Casa, Minha Vida é quem induz essa localização e mais de 50% dos imóveis do programa foram lançados fora da Região Metropolitana de Salvador.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

VETOR LESTE FEIRENSE - CRESCIMENTO CONDOMINIAL

Visitando a Av. Artêmio Pires, bairro do SIM, é visível a expansão imobiliária, principalmente no que se refere a condomínios horizontais de médio e alto padrão.
Poderia-se chegar a um determinado entendimento com relação a FTC Faculdade de Tecnologia e Ciência, como vitrine para desenvolvimento da região. Mas, não é possível esquecer que o bairro tornou-se moradia classes A e B desde sua fundação, juntamente com a Santa Mônica I e II.
Agora, é de se louvar a iniciativa de determinado empreendimento, que para viabilizar o crescimento das vendas, preparou a terraplenagem para pavimentação asfáltica efetuada pela Prefeitura. Pórem, é necessário que se avalie o espaçamento reduzido da artéria, futuramente um corredor de tráfego de muita importância, evitando assim dificuldades em sua mobilidade.
Há tempos que se prevê naquela região a construção do Centro Administrativo Municipal, projeto do ex-prefeito e ex-governador João Durval, e como seria oportuno no atual momento, aproveitando o boom imobiliário. Alguns não concordam com a idéia de transferir para um bairro afastado do Centro, argumentando sem nenhum sentido que o nosso centro comercial ficaria inviabilizado.
Várias cidades da Bahia optaram por essa concentração administrativa, inclusive a nossa capital é um grande exemplo com o CAB Centro Administrativo da Bahia, que após a sua construção estimulou com auxílio da Av. Paralela o desenvolvimento daquele vetor da cidade.
É isso o que falta nas nossas cidades, gestores comprometidos com o desenvolvimento sustentável, com visão macro, consequentemente com atitudes que engrandeçam dignamente uma administração.