Em entrevista ao jornal Arqtexto, o arquiteto feirense Raimundo Pires expõe algumas problemáticas da nossa Princesa do Sertão, e também suas respectivas soluções.
Começa atingindo a sua própria classe, onde alguns profissionais sem nenhuma criatividade estão transformando a imponente Av. Getúlio Vargas num conjunto de aquários, com a padronização das lojas em um caixão com três paredes e um vidro na frente.
Outro desrespeito com a arquitetura e com a Lei, é o recuo que não é considerado e a falta de estacionamento nos empreendimentos. Mas, eleva o tom das críticas quando é citado o Plano Diretor da cidade, desatualizado, chegando a afirmar que a não prioridade do planejamento é um crime, e que os últimos gestores incorreram em grave erro ao construirem alguns viadutos, a maioria deles sem nenhuma funcionalidade.
Com relação a mobilidade urbana, ele sugere a criação de vias coletoras - ruas largas e contínuas que permitam a circulação de um bairro a outro sem precisar cortar as quatro grandes avenidas, Maria Quitéria, Getúlio Vargas, João Durval e Presidente Dutra. A implantação de ciclovias é outra alternativa para a melhora do trânsito.
E concluindo, ele vê a necessidade premente de construção do pólo logístico, e a transferência urgentíssima do Terminal Rodoviário e do Centro de Abastecimento.
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